Nova lei aquece mercado de consórcios no Brasil - 23/02/2009 11:06:40
Outras possibilidades de financiamentos devem aumentar em até 8% contratação da modalidade.

O mercado de consórcios no Brasil ganhou novas possibilidades de financiamentos desde ontem. E o impacto econômico da nova legislação deve ser de até 8% de crescimento na modalidade neste ano, uma vez que os consumidores passaram a contar com possibilidades de se consorciar para financiar serviços em várias áreas, como educação, saúde e turismo e para quitar imóveis e veículos já financiados. Atualmente o sistema já movimenta cerca de R$ 20 bilhões ao ano no País, mas não há números regionalizados sobre este mercado.

De acordo com o presidente regional São Paulo da Associação Brasileira de Administradores de Consórcios (Abac), Luiz Fernando Savian, diz que esta modalidade de financiamento tem uma importância econômica muito forte para o País e para os consorciados, que fazem, na prática, uma poupança visando a uma aquisição no futuro à vista. Mas além desse aspecto, a legislação tem um aspecto jurídico muito importante. "A modalidade funciona no Brasil há 45 anos. Aliás, surgiu no País. E com toda a importância que tem, não tinha uma legislação específica, o que prejudicava um pouco o relacionamento das empresas com os consorciados. Esta legislação dá estabilidade jurídica maior, mais transparência e acrescenta possibilidades que vão refletir em resultados muito bons", diz.

Serviços
E no aspecto comercial, Savian destaca as três principais alterações feitas na legislação para a aquisição de cotas de consórcio. "A mais importante é a possibilidade de adquirir créditos para utilização de compra de serviços. As empresas vão definir as faixas de valores de acordo com o que o mercado procurar e os consumidores vão escolher aquela que atenda aos seus desejos", diz o presidente da Abac, explicando que se for uma cota para o filho cursar a faculdade, o que é uma grande preocupação dos pais, o consórcio pode ser adquirido uns três anos e, quando o curso começar, usar a carta de crédito para pagar a faculdade.

Outra possibilidade é adquirir cotas num planejamento de viagens ou cirurgias plásticas. "Os créditos são atualizados de acordo com o índice definido em contrato e, de posse desse crédito, a pessoa é uma compradora à vista. A possibilidade de adquirir serviços abre um leque muito grande de negócios, pois a pessoa faz uma poupança e não paga juros de financiamento."

Quitação
Savian ainda destaca a possibilidade de se usar a carta de crédito para quitar uma dívida de financiamento como outra vantagem para o consorciado, além de poder receber o valor das parcelas pagas mais rapidamente, caso desista do consórcio. Pela regra anterior, apenas no final do grupo é que o valor era pago.

"O sistema já era seguro, mas agora a população terá mais motivação para entrar em consórcio. Ainda mais se permanecer este cenário econômico, com juros mais altos, prazos mais curtos e créditos mais seletivos. Neste contexto, o consórcio ganha importância."

Atualmente há 3.650 milhões de pessoas consorciadas no Brasil. Savian acha que poderá chegar a quase 4 milhões neste ano.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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