Mesmo com crise econômica que comprometeu início de 2009, comercialização de cotas deve
atingir 15%
João Pedro Salomão, da Abac-MG, informa que valor de crédito concedido em 2009 foi de R$
1,5 bilhão
O consórcio imobiliário tem características muito próprias. Atende muito bem a quem já tem
um imóvel e pretende usá-lo como forma de poupança. Ou mesmo por quem pode esperar
pela contemplação ou tenha uma quantia considerável para dar como lance. Mesmo com os
problemas da crise econômica que comprometeu principalmente o primeiro semestre de
2009, a comercialização de novas cotas deve atingir crescimento de 15% em relação ao ano
passado, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).
Para 2010 os números devem ser ainda melhores, pois em 15 de dezembro o Conselho
Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por meio da Resolução 616,
aprovou o uso do Fundo em consórcios, a exemplo do que já ocorre no financiamento. O
dinheiro poderá ser usado para quitar a dívida, abater 12 ou mais prestações ou oferecido em
lance. No entanto, só deve ser usado para imóveis de até R$ 500 mil e a pessoa não pode ter
outro imóvel ou estar usufruindo de financiamento ativo no Sistema Financeiro Habitacional. A
operação deverá ter início em até três meses, contando a data da publicação da resolução.
Para usar o FGTS, a cota de consórcio deverá estar em nome do trabalhador, titular da conta
vinculada a ser utilizada. O consorciado deverá conter no mínimo três anos de trabalho sob
regime do FGTS. Somente poderá fazer uso dos recursos, o consorciado contemplado em
grupo de consórcios referenciado em bem imóvel e que já tenha adquirido o bem. O
consorciado interessado na utilização dos recursos para amortização ou liquidação do saldo
devedor tem que observar o intervalo mínimo de dois anos entre uma movimentação e outra.
Segundo o presidente da Regional Sudeste 2 da Abac, João Pedro de Andrade Salomão, o
valor médio da cota em 2009 é o mais alto já registrado: R$ 88 mil. "Valor suficiente para a
compra de um apartamento de dois quartos", pontua. No ano passado, o valor de crédito
concedido também foi o maior: R$ 1,5 bilhão. |