Os especialistas do setor de financiamento imobiliário apontam alguns prós e contras na
contratação de um consórcio de imóveis.Entre as vantagens, incluem o custo mais baixo em
comparação ao financiamento tradicional.Exemplo:um imóvel de R$ 80 mil,com prazo de
120 meses,taxa de administração média de 20% no período, o equivalente a 1,33% ao ano,
teria uma parcela inicial no consórcio de R$ 533,33 e final de R$ 712,00. Considerando a
correção pelo INCC, o investimento final total é de R$ 128,15 mil.
No financiamento tradicional,o mesmo imóvel de R$ 80 mil,com o mesmo prazo de 120 meses e taxa de juros
média é de 11,3% ao ano, o valor da parcela inicial fica em R$ 1.197,00 e final de R$ 823,00,
o que dá um investimento final total de R$ 148,15 mil. Outra vantagem é contar com menor
burocracia no processo de adesão, já que nos financiamentos tradicionais os agentes são mais
exigentes em relação à documentação e ficha cadastral, como vínculo empregatício e
comprovação de renda, entre outros.As parcelas também podem ser crescentes, isto é,
paga-se menos nos primeiros anos, o que beneficia particularmente quem tem de pagar
aluguel.
Entre as desvantagens existe o fato de o imóvel não estar disponível imediatamente;
é preciso esperar para dar um lance e que seja maior do que o de um outro consorciado, o
que pode demorar - ou ainda ter de ser contemplado. O mercado imobiliário também pode
valorizar-se acima do valor da carta de crédito contratada, que é corrigida pelo INCC, um
índice que acompanha apenas a inflação; o participante desistente só recebe o valor pago no
final do consórcio e paga multa de cerca de 10%; outra desvantagem é que, caso o
participante aplicasse os recursos destinados ao consórcio em um investimento conservador,
computaria rendimentos, no lugar de custos. |