DIMINUI A INADIMPLÊNCIA NO SISTEMA DE CONSÓRCIOS NO ÚLTIMO ANO

Data da postagem: 16/08/2019


A crescente conscientização sobre a essência da educação financeira, um dos objetivos da Agenda BC+ do Banco Central, vem provocando mudanças positivas no  comportamento  dos  consumidores  quanto  ao cumprimento de responsabilidades assumidos. Paralelamente, face a elevação do endividamento familiar contraído no último ano, segundo a Confederação Nacional  do  Comércio  de  Bens,  Serviços  e  Turismo  (CNC),  e,  considerando  ainda  o  total  de  pessoas desempregadas,  de  acordo  com  o  Instituto Brasileiro de Geografia  e  Estatística  (IBGE),  o  Sistema  de Consórcios, na contramão dessa tendência, registrou queda no índice de inadimplência entre os consorciados ativos e de posse de seus bens no período compreendido entre abril de 2018 e o de 2019.Enquanto  naquele  mês  do  ano  passado  a  inadimplência  média  no  segmento  consorcial,  incluindo  todos  os setores  onde  o consórcio está  presente [veículos leves, veículos pesados, motocicletas, imóveis, serviços e eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis], era de 7,00%, em abril último caiu 0,77 ponto percentual, chegando em 6,23%. Um mês antes, em março, esteve em 6,32%. “A inadimplência, como um todo, é  consequência  da  redução  da  atividade  econômica  do  país,  mais precisamente do não cumprimento das obrigações financeiras do consumidor face às dificuldades enfrentadas no  dia  a  dia”,  explica  Paulo  Roberto  Rossi,  presidente  executivo  da  ABAC  Associação  Brasileira  de Administradoras de Consórcios. “No caso dos consórcios, observou-se que, com o avanço do conhecimento sobre educação financeira, quando da adesão ao mecanismo, os interessados têm considerado principalmente o planejamento orçamentário para assumir novos compromissos, situação que por si já os diferencia no futuro cumprimento mensal dos pagamentos”.

Ao gerenciar suas finanças pessoais e optar pelo mecanismo, o consorciado analisa as características existentes na modalidade como custo final adequado e acessível ao seu perfil de consumidor planejador. Também avalia o parcelamento integral, diversidade de prazos de pagamento, possibilidade mensal de obtenção do crédito por meio de sorteio ou de aceleração da  contemplação por meio de lances, flexibilidade do uso do  crédito, oportunidade de formação ou de ampliação patrimonial e, em especial, do poder de compra à vista quando contemplado. Dados recentes levantados pela assessoria econômica da ABAC junto ao Banco Central do Brasil mostraram reduções em  todos  os  setores,  nos  quais  o  consórcio  está  presente.  A maior retração  foi  no  setor  de eletroeletrônicos, cuja inadimplência caiu de 8,06% (abril/2018) para 6,14%: baixa de 1,92 ponto percentual. “Por ainda serem credores do Sistema de Consórcios, os participantes ativos não contemplados não fazem parte do cálculo do índice”, adianta Rossi. “Somente os  que  já  estão  de  posse  do  bem  ou  já  utilizaram  os créditos de serviços, portanto, devedores, foram contabilizados”, completa.

 
CONSÓRCIOS FECHAM PRIMEIRO SEMESTRE COM CRESCIMENTO PRÓXIMO DOS 15% NAS ADESÕES E MAIS DE 26% NOS NEGÓCIOS CONTRATADOS


O Sistema de Consórcios encerrou o primeiro semestre do ano com aumento de 14,75% no acumulado de vendas de novas cotas, alcançando 1,40 milhão em comparação ao mesmo período de 2018, quando totalizou 1,22 milhão.  Os negócios correspondentes atingiram R$  61,04  bilhões  (jan-jun/2019),  registrando  alta  de 26,38% sobre os R$ 48,30 bilhões anteriores (jan-jun/2018). O tíquete médio em junho atingiu R$ 46,17 mil, 10,51% mais que os R$ 41,78 mil do mesmo mês em 2018.As contemplações, momento dos consorciados oportunizarem seus objetivos, acumularam 605,40 mil (jan-jun/2019), 1,74%  maior  que  as  595,07  mil  (jan-jun/2018).  Os créditos  concedidos  aos  contemplados  no primeiro semestre deste ano avançaram 2,83% sobre aquele período de 2018, saltando de R$ 20,12 bilhões para R$ 20,69 bilhões. Segundo Rossi, “os seis primeiros meses reafirmaram o crescente interesse dos consumidores pelo consórcio como forma de aquisição de bens ou de contratação de serviços com planejamento e capacidade de pagamento das parcelas em prazos mais longos. Os números apenas retrataram o crescimento das adesões à modalidade, com  tíquete médio maior, mostrando um  comportamento cada vez mais consciente sobre  responsabilidade financeira.  Vale  lembrar  que  consórcio  realiza  objetivos e  propicia  economia,  em  razão  de  ter  custos  mais baixos”.
 
RETROSPECTIVA REGISTRA RECORDE


Na retrospectiva dos últimos cinco anos, os dados acumulados nos semestres apresentaram as totalizações crescentes de vendas de novas cotas, anotando um novo recorde [1,40 milhão] para este ano.
 
PARTICIPANTES ATINGEM 7,31 MILHÕES


No mês de junho, o Sistema de Consórcios atingiu 7,31 milhões de consorciados ativos, 4,28% acima dos 7,01 milhões observados naquele mesmo mês de 2018. O  maior  número  de participantes  ativos  esteve  em  Veículos  Leves  com  50,75%.  Na  sequência  vieram: Motocicletas e Motonetas, com 29,95%, Imóveis, com 12,79%, Veículos Pesados, com 4,37%, Serviços, com 1,30%, e Eletroeletrônicos e Outros Bens Móveis duráveis, com 0,84%.
 
RESUMO GERAL E SETORIAL DAS VENDAS DE NOVAS COTAS JANEIRO-JUNHO DE 2019 X 2018


Os indicadores setoriais e geral do Sistema de Consórcios, relativos ao semestre apontaram crescimento nos acumulados de vendas de novas cotas tanto para bens imóveis ou móveis duráveis como para serviços. As performances, setor a setor, registraram 617,25 mil adesões em grupos de veículos leves, 532,00 mil de motocicletas, 147,25  mil  de  imóveis,  41,15  mil  de  veículos  pesados,  34,30  mil  de  serviços  e  23,55  mil  de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, totalizando 1,4 milhão de adesões. Estes totais apontaram avanços nos seis setores: eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis (89,16%), serviços (60,28%),  veículos  pesados  (38,79%),  imóveis  (20,45%),motocicletas  (11,82%)  e  veículos  leves (11,32%). Com altas ocorridas em veículos leves, veículos pesados e motocicletas, o segmento de automotores registrou aumento de 12,26%.
 
O SISTEMA DE CONSÓRCIOS DIVIDIDO POR SETORESVEÍCULOS AUTOMOTORES EM GERALADESÕES CRESCEM E NEGÓCIOS AUMENTAM MAIS DE 24%


No encerramento do semestre, os indicadores do setor automobilístico, que inclui consorciados de Veículos Leves, Veículos Pesados e Motocicletas, seguiram apresentando bons resultados quando comparados com os de 2018.A soma de participantes ativos aumentou 2,64% e, dos 6,05 milhões registrados em junho do ano passado, alcançou 6,21 milhões no deste ano. Paralelamente, as vendas de novas cotas acumularam 1,19 milhão (jan-jun/2019), 12,26%  mais  que  as  1,06  milhão  (jan-jun/2018)  anteriores.  Os negócios contratados também avançaram: com alta de 24,12%, no mesmo período, saltaram de R$ 31,51 bilhões para R$ 39,11 bilhões. O acumulado de contemplações apontou  estabilidade  no  período  com  aproximadamente  548,45  mil consorciados. Nos correspondentes créditos concedidos, potencialmente injetados no setor automotivo, houve aumento de 1,94%, saindo de R$ 16,50 bilhões (jan-jun/2018) para R$ 16,82 bilhões (jan-jun/2019).
 
VEÍCULOS LEVES (AUTOMÓVEIS, CAMIONETAS, UTILITÁRIOS)
NEGÓCIOS AUMENTAM QUASE 20% COM ADESÕES AVANÇANDO MAIS DE 11%


De  janeiro  a  junho,  as  vendas  de  novas  cotas  de  veículos  leves  totalizaram  617,25  mil,  11,32%  mais  que 554,50 mil (jan-jun/2018), com os negócios do setor avançando de R$ 23,07 bilhões para R$ 27,66 bilhões, alta de 19,90% nos mesmos períodos. O tíquete médio de junho foi de R$ 45,83 mil, 9,35% maior que os R$ 41,91 mil anteriores. Ainda no sexto mês do ano, o total de consorciados ativos cresceu e alcançou 3,71 milhões, 3,92% acima dos passados 3,57 milhões. O volume acumulado de contemplações no período apresentou alta de 1,69%, elevando de 281,25 mil (jan-jun/2018)  para  286,00  mil  (jan-jun/2019)  consorciados  contemplados,  com os correspondentes  créditos concedidos aumentado 1,57%, subindo de R$ 11,47 bilhões para R$ 11,65 bilhões, no mesmo semestre.
Na somatória dos seis meses, a  potencial participação das  contemplações nas vendas de veículos leves no mercado interno foi de 25,77%. Este percentual correspondeu a um veículo leve a cada quatro comercializados por meio do mecanismo.
 
MOTOCICLETAS E MOTONETAS
VENDAS DE NOVAS COTAS E NEGÓCIOS CRESCEM NO SEMESTRE


O setor das duas rodas terminou o primeiro semestre registrando alta de 11,82% nas vendas acumulando 532,00  mil  novas  cotas  contra  475,75  mil  (jan-jun/2018).  Os negócios relativos  às  essas  comercializações também aumentaram. Houve 20,71% de evolução, com salto de R$ 3,96 bilhões (jan-jun/2018) para R$ 4,78 bilhões (jan-jun/2019). Em junho, o tíquete médio das cotas dos grupos de motocicletas e motonetas, que estava em R$ 8,39 mil (jun/2018), apontou aumento de 9,42% e chegou a R$ 9,18 mil (jun/2019). Paralelamente, a soma das contemplações no semestre apontou retração de 1,43%, resultando em 244,50 mil (jan-jun/2019) contra as anteriores 248,00 mil (jan-jun/2018). Os créditos concedidos acompanharam a redução com menos 1,13%. Diminuíram de R$ 2,65 bilhões para R$ 2,62 bilhões. No total de consorciados ativos houve estabilidade em 2,19 milhões. Nos seis meses, a potencial participação das contemplações nas vendas do mercado interno atingiu 46,24%, isto é quase uma moto a cada duas comercializados por meio da modalidade.
 
VEÍCULOS PESADOS (CAMINHÕES, ÔNIBUS, SEMIRREBOQUES, TRATORES, IMPLEMENTOS)
VENDAS AVANÇAM QUASE 38% E NEGÓCIOS APROXIMAM-SE DOS 50% DE ALTA


O setor  de  veículos  pesados,  que  inclui  caminhões,  ônibus,  tratores,  implementos  agrícolas  e  rodoviários, apresentou resultados positivos em todos os indicadores no semestre. Ao demonstrar crescimento de 38,79% no acumulado de adesões nos seis primeiros meses com 41,15  mil unidades comercializadas sobre 29,65 mil (jan-jun/2018) anteriores, registrou também avanço de 48,66% nos negócios contratados, atingindo R$ 6,66 bilhões sobre R$ 4,48 bilhões passados. O tíquete médio chegou a R$ 164,81 mil (jun/2019) contra 151,86 mil (jun/2018): alta de 8,53%. No encerramento do período, o total de participantes ativos ampliou-se em 9,78%, evoluindo de 291,50 mil (jun/2018) para 320,00 mil.A  somatória  das contemplações  montou  em  17,95  mil  (jan-jun/2019),  6,85%  superior  às  16,80  mil  (jan-jun/2018) de um ano antes. Nos créditos concedidos no primeiro semestre, houve aumento de 7,59%, de R$ 2,37 bilhões para R$ 2,55 bilhões.

IMÓVEIS
CONTEMPLAÇÕES INJETAM POTENCIALMENTE QUASE R$ 3,8 BILHÕES NO MERCADO


Com consorciados optando pela formação ou ampliação de patrimônio, e outros preferindo comprar imóveis para locação  com  o  objetivo  de  obterem  rendimentos  extras  e  melhorarem  suas  rendas mensais  antes  ou  durante  a  aposentadoria,  os  acumulados  de  contemplações  e  de  créditos concedidos no setor de imóveis apresentaram alta de 6,50% em ambos. As contemplações atingiram 37,65 mil (jan-jun/2019) contra 35,35 mil (jan-jun/2018), enquanto os créditos, potencialmente  injetados  no  mercado  imobiliário,  totalizaram  R$  3,77  bilhões  (jan-jun/2019) versus R$ 3,54 bilhões (jan-jun/2018). O aumento de 9,34% do tíquete médio mensal, que era de R$ 136,53 mil (jun/2018) e chegou a R$ 149,28 mil (jun/2019), foi importante para a alta de 29,99% nos créditos contratados no acumulado semestral.  O total apontou R$  21,54  bilhões  (jan-jun/2019),  enquanto  anteriormente  era  de  R$ 16,57 bilhões (jan-jun/2018). As adesões também progrediram, 20,45%, com elevação de 122,25 mil (jan-jun/2018) para 147,25 mil (jan-jun/2019). O total de  participantes  ativos  seguiu  se  aproximando  do  milhão:  no  fechamento  do  semestre, alcançou 935,00 mil, 8,41% mais que os 862,50 mil contabilizados no final do mesmo período em 2018.
De janeiro a junho, pouco mais de 2 mil consorciados-trabalhadores, participantes dos grupos de consórcios de imóveis, utilizaram parcial ou totalmente seus saldos nas contas do FGTS, somando pouco mais de R$ 96,67 milhões, segundo o Gepas/Caixa.
 
SERVIÇOS
VERSATILIDADE PROVOCA CRESCIMENTO ACIMA DE 60% NAS ADESÕES E NOS NEGÓCIOS


Os  negócios  realizados  nos  consórcios  de  serviços  cresceram  73,05%  em  virtude  da  alta  de  60,28%  nas adesões de janeiro a junho deste ano e do aumento do tíquete médio de junho que avançou 9,41%, em relação aos mesmos períodos do ano passado. As vendas de novas cotas avançaram para 34,30 mil (jan-jun/2019) sobre 21,40 mil (jan-jun/2018), enquanto os correspondentes  negócios  fechados  aumentaram  de  R$  158,08  milhões  (jan-jun/2018)  para  R$  273,56 milhões  (jan-jun/2019),  vinculados  à  alta  do  tíquete  médio  de  R$  7,44  mil  (jun/2018)  para  R$  8,14  mil (jun/2019)As contemplações acumuladas no semestre atingiram 56,85% de alta sobre 2018, de 8,83 mil (jan-jun/2018) para 13,85 mil (jan-jun/2019). O volume de créditos concedidos a consorciados contemplados também subiu, 56,60%, de R$ 49,13 milhões para R$ 76,94 milhões, nos mesmos períodos. O consórcio de serviços tem reafirmado sua importância junto aos consumidores interessados, sejam pessoas físicas  ou  jurídicas,  principalmente  por  suas  vantagens  e  características  de  flexibilidade  e  diversidade  de utilizações quando das contemplações. O crescente número de consorciados alcançaram 95,00 mil (jun/2019), 50,20% superior aos 63,25 mil (jun/2018).
 
ELETROELETRÔNICOS E OUTROS BENS MÓVEIS DURÁVEIS
NEGÓCIOS SUPERAM 100% DE AUMENTO NO PRIMEIRO SEMESTRE


O setor  de  eletroeletrônicos  e  outros  bens  móveis  duráveis  contabilizou  alta  de  104,70%  nos  negócios realizados  no  primeiro  semestre  deste  ano  versus  o  de  2018.  Foram R$  128,45  milhões  contra R$ 62,75 milhões. O crescimento foi provocado pelo aumento de 89,16% nas adesões, que subiram de 12,45 mil para 23,55 mil. O tíquete médio de junho também contribuiu ao elevar-se em 9,06%. Saltou de R$ 5,08 mil para R$ 5,54 mil. Nesse período, as contemplações totalizadas no setor acumularam 5,45 mil, aumento de 12,60% sobre as 4,84  mil  do  ano  passado.  Os correspondentes créditos concedidos aos  consorciados  contemplados  de eletroeletrônicos somaram R$ 26,56 milhões versus R$ 25,90 milhões, com avanço de 2,55%.O total de participantes ativos fixou-se em 65,00 mil (jun/2019), 87,05% mais que os 34,75 mil (jun/2018) anteriores.

Fonte: https://abac.org.br/sistema/pressRelease/1_(201908124918)Materia_de_agosto_de_2019__Dados_de_junho_de_2019.pdf