Consórcio ou financiamento: qual a melhor estratégia para realizar seus projetos ainda em 2025?

Consórcio ou financiamento: qual a melhor estratégia para realizar seus projetos ainda em 2025?

Publicado em 07/08/2025

Na hora de decidir sobre a melhor forma de conseguir um objetivo – uma casa nova, um carro ou a viagem dos sonhos – o consórcio e o financiamento sempre aparecem como opções viáveis.

Entretanto, as duas modalidades de acesso ao crédito têm características bem diferentes, que precisam ser comparadas para que a melhor decisão seja tomada.

Neste post, vamos explicar melhor como cada um deles funciona e por que o consórcio vem se mostrando uma alternativa melhor para a realização dos projetos pessoais e profissionais.

O que é o financiamento?

O financiamento nada mais é que um empréstimo contraído a médio ou longo prazo junto a uma instituição bancária ou a uma instituição financeira.

Este empréstimo é antecedido por uma análise de perfil de renda, que mapeia as condições que a pessoa interessada tem para honrar o compromisso.

Após esta análise – cujo resultado pode inclusive negar a concessão do financiamento – a instituição fornece o valor pretendido.

Durante o tempo estabelecido em contrato, a pessoa que contraiu o empréstimo faz pagamentos periódicos, normalmente mensais, compostos por uma fatia que efetivamente corresponde à quitação do compromisso e outra fatia de juros, que variam conforme a instituição e está embasado na taxa Selic, estabelecida pelo Banco Central.

Dependendo do tipo de financiamento, também é exigido algum valor como entrada ou um bem em garantia: é o que acontece com os financiamentos habitacionais mais comuns.

De acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central, o valor empenhado em empréstimos no Brasil alcançou a marca de R$ 6,6 trilhões em abril de 2025, dos quais R$ 4 trilhões foram concedidos a pessoas físicas.

De todos os financiamentos em andamento no Brasil, 3,5% estão com mais de 90 dias de atraso, segundo dados do Sistema Financeiro Nacional.

Entre as principais vantagens da aquisição de um empréstimo está justamente o vínculo com uma instituição bancária ou financeira, que em geral tem lastro para fornecer o dinheiro de acordo com a necessidade do cidadão.

Já entre as desvantagens pode-se destacar a análise de crédito e a cobrança de juros, que compromete a amortização efetiva do compromisso.

A taxa média de juros do crédito direcionado, por exemplo, é de aproximadamente 35% ao ano.

O que é o consórcio?

Criado no Brasil há mais de seis décadas, o consórcio é um modelo de autofinanciamento coletivo por meio do qual os participantes acessam o crédito em sorteios periódicos.

Funciona da seguinte forma: o consorciado entra em um grupo de pessoas que têm objetivos em comum, cujos valores correspondem a uma média comum – pode ser um carro, um imóvel ou até mesmo um serviço como curso, viagem ou cirurgia plástica.

Todos os meses, um sorteio define quais participantes vão ter acesso ao prêmio, que consiste em uma carta de crédito no valor pretendido.

Também é possível antecipar a contemplação, ofertando “lances” nas mesmas assembleias em que ocorrem os sorteios.

Diferentemente dos financiamentos, os consórcios não cobram juros, mas apenas uma taxa administrativa conhecida já no ato da assinatura do contrato.

Por causa disso, os participantes não são surpreendidos por cobranças abusivas ao longo do processo.

O setor de consórcios vem ganhando adeptos ano a ano, batendo recordes sucessivos de adesões, contemplações e valores negociados.

Entre janeiro e maio de 2025, o setor registrou mais de 2 milhões de cotas vendidas – no maior patamar registrado na história.

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o volume de crédito comercializado por meio de consórcios no primeiro semestre de 2025 superou R$ 120 bilhões, um crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esse avanço é impulsionado, principalmente, pela busca crescente dos brasileiros por alternativas mais econômicas e menos burocráticas de aquisição de bens, especialmente em um cenário de juros elevados.

Entre os segmentos que mais se destacaram estão os consórcios de imóveis e veículos leves, que juntos representaram mais de 70% do total negociado no período.

Outro fator que contribui para a popularização do consórcio é a sua flexibilidade de uso.

Atualmente, a carta de crédito contemplada pode ser utilizada para diferentes finalidades dentro do segmento escolhido, como, por exemplo, comprar um imóvel novo ou usado, reformar uma propriedade ou até quitar financiamentos existentes.

A versatilidade tem atraído principalmente o público jovem, com idade entre 25 e 35 anos, que representa cerca de 40% dos novos consorciados em 2025, de acordo com a ABAC.

Essa geração tem priorizado planejamento financeiro e busca soluções que permitam conquistar objetivos sem se endividar com juros elevados.

Com baixo risco e sem cobranças adicionais, o consórcio se mostra uma alternativa mais viável e segura para realização de projetos do que os financiamentos, mais sujeitos a solavancos econômicos e eventos imprevisíveis.

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Paola Rocha Paola RochaTransformando vidas e impulsionando negócios!

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