Inteligência Artificial no consórcio: quando a tecnologia deixa de ser tendência e passa a gerar valor

Inteligência Artificial no consórcio: quando a tecnologia deixa de ser tendência e passa a gerar valor

Publicado em 26/08/2026

A Inteligência Artificial deixou de ser apenas uma promessa para o futuro. Cada vez mais presente na rotina das empresas, a tecnologia vem transformando processos, acelerando operações e criando novas possibilidades para diferentes setores. No mercado de consórcios, essa transformação já está acontecendo.

Mas, em um segmento que envolve planejamento financeiro, decisões importantes e relacionamento com pessoas, utilizar Inteligência Artificial não significa simplesmente automatizar tudo. O verdadeiro desafio está em entender onde a tecnologia pode gerar valor, sem abrir mão da segurança, da governança e, principalmente, do fator humano.

Essa é uma das principais reflexões trazidas por Caio Gil Augusto, diretor de Tecnologia e Inovação da Unifisa e coordenador-adjunto do Comitê de Inovação da ABAC, em matéria publicada pelo Papo de Empresa.

IA já faz parte da rotina do setor

A Inteligência Artificial já pode ser aplicada em diferentes etapas das operações de uma administradora de consórcio.

Leitura e análise de documentos, organização de informações, atendimento, consultas a bases de conhecimento e apoio a análises são alguns exemplos de processos que podem ganhar mais agilidade com o uso da tecnologia.

O objetivo não é substituir completamente as pessoas, mas reduzir o tempo gasto com atividades repetitivas e permitir que as equipes possam se dedicar a tarefas que exigem análise, estratégia e relacionamento.

Para Caio, o ponto principal é entender o problema antes de escolher a tecnologia.

“O importante é ter um bom entendimento do problema, processo e contexto para identificar onde a inteligência artificial realmente gera valor.”

Na Unifisa, inovação precisa gerar resultado

Na Unifisa, o uso da Inteligência Artificial faz parte de uma estratégia mais ampla de inovação, automação e modernização tecnológica.

Um dos exemplos está na análise documental. Com a aplicação de novas tecnologias, o tempo necessário para esse processo apresentou uma redução significativa, tornando a operação mais ágil e eficiente.

A companhia também trabalha com a meta de ampliar a automação em etapas específicas das análises de crédito, sempre considerando os critérios, regras e necessidades de cada operação.

Mais do que implementar ferramentas, o foco está em utilizar a tecnologia de maneira estratégica e com resultados concretos para o negócio e para a experiência do cliente.

Tecnologia precisa de uma boa base

A Inteligência Artificial não resolve, sozinha, processos desorganizados.

Para que uma solução funcione de forma eficiente, é fundamental que a empresa tenha dados organizados, critérios bem definidos e processos estruturados.

A tecnologia pode potencializar aquilo que já funciona bem. Por isso, antes de pensar em automatizar, é necessário entender os fluxos, organizar as informações e definir objetivos claros.

É essa base que permite que a Inteligência Artificial seja utilizada com mais segurança, precisão e eficiência.

Testar também faz parte da inovação

Antes de colocar novas soluções em funcionamento, é importante testar, validar e entender como elas se comportam dentro da realidade da empresa.

Na Unifisa, esse processo conta com um ambiente interno dedicado à experimentação de aplicações de Inteligência Artificial, desenvolvido em parceria com a BondingAI.

A iniciativa permite avaliar as soluções em um ambiente controlado antes da implementação, considerando fatores como aderência aos processos internos, regras de negócio, confiabilidade e qualidade dos resultados.

Em um setor regulado e que lida com informações financeiras e pessoais, inovação e responsabilidade precisam caminhar juntas.

Quanto mais tecnologia, menos pessoas? Não necessariamente.

Um dos pontos mais importantes dessa transformação é que a evolução tecnológica não elimina a necessidade do relacionamento humano.

A Inteligência Artificial pode oferecer velocidade, organização e eficiência. Mas existem situações que exigem empatia, compreensão de contexto, negociação e sensibilidade.

No consórcio, muitas decisões estão diretamente ligadas aos planos e objetivos das pessoas. Por isso, a tecnologia deve ajudar a tornar a jornada mais eficiente, e não transformar o cliente em apenas mais um processo automatizado.

Como destaca Caio:

“Você consegue ensinar uma máquina a responder perguntas, mas ela nunca vai ter empatia.”

O equilíbrio entre tecnologia e relacionamento humano será cada vez mais importante para as empresas.

O futuro será de quem transformar tecnologia em valor

A Inteligência Artificial tende a fazer parte, cada vez mais, da infraestrutura das empresas. Mas a diferença não estará simplesmente em quem utiliza mais ferramentas.

O verdadeiro diferencial estará na capacidade de identificar oportunidades, resolver problemas reais e transformar tecnologia em resultados.

Para a Unifisa, inovar é olhar para o futuro sem perder de vista aquilo que continua sendo essencial: pessoas, segurança, confiança e relacionamento.

A tecnologia pode tornar os processos mais rápidos. A Inteligência Artificial pode ampliar possibilidades. Mas são as escolhas feitas por pessoas que transformam inovação em valor real.

E esse é o caminho: utilizar a tecnologia não apenas porque ela é tendência, mas porque ela pode ajudar a construir uma experiência melhor, processos mais eficientes e um futuro mais inteligente para o consórcio.

Este conteúdo foi desenvolvido a partir dos principais temas abordados na matéria “IA deixa de ser tendência e vira estratégia nas administradoras de consórcio”, publicada pelo Papo de Empresa, com participação de Caio Gil Augusto, diretor de Tecnologia e Inovação da Unifisa.

Julia Castro

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