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Com a taxa básica de juros em 15% e sem previsão de redução no horizonte, os financiamentos convencionais estão cada vez menos atrativos.
Considerada uma das formas mais eficientes de contenção da inflação, a elevação na Selic tem este efeito colateral: dificultar o acesso ao crédito bancário.
Com isso, cada vez mais cidadãos têm recorrido aos consórcios para conseguir conquistar a casa própria, trocar de carro ou realizar qualquer outro projeto de vida.
Isso acontece porque os consórcios não estão vinculados às taxas de juros praticadas pelas instituições bancárias ou financeiras.
Dessa forma, quem fecha um consórcio hoje sabe exatamente quanto vai pagar ao longo do processo, sem surpresas ligadas ao humor do mercado ou à conjuntura econômica.
De acordo com as pesquisas mais recentes da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), até o perfil de quem procura um consórcio está mudando: se antes a busca era mais frequente entre as pessoas mais velhas ou com um perfil de investimento mais conservador, hoje essa modalidade ganhou adeptos entre jovens e investidores mais arrojados.
Quem acompanha o mercado financeiro sabe que as perspectivas no médio prazo são de manutenção dos juros altos.
Segundo o boletim Focus, as expectativas de inflação para 2025 e 2026 seguem acima da meta estabelecida, forçando a manutenção da Selic nos patamares atuais.
Como os investidores com carteiras mais diversificadas acompanham esses indicadores de perto, começaram a migrar para os consórcios de uns anos para cá.
Nos consórcios, os participantes se organizam em grupos com objetivos semelhantes: cada mês, parte dos integrantes é contemplada — por sorteio ou lance — e pode utilizar sua carta de crédito para adquirir o bem desejado.
Não há cobrança de juros, mas sim uma taxa de administração, fundo de reserva e eventuais correções.
Essa estrutura promove previsibilidade e disciplina financeira, aspectos valorizados num cenário de Selic elevada.
Os números reforçam essa tendência: no primeiro semestre de 2025, foram contratados mais de R$ 222 bilhões em créditos, com 2,46 milhões de cotas vendidas — marcas recordes em duas décadas.
Só entre janeiro e abril, foram 1,61 milhões de novas adesões — aumento de 19,3% em relação ao mesmo período de 2024 — reforçando que o consórcio está ganhando força como opção consolidada.
No perfil dos aderentes, destaca-se o público jovem: consorciados de 18 a 35 anos aumentaram em mais de 25% nos últimos dois anos.
Muitos buscam consórcios de automóveis e imóveis, mas também há incremento nas modalidades de serviços, como viagens, educação e procedimentos estéticos — revelando um comportamento financeiro mais consciente e diversificado nessa faixa etária.
Esse movimento reflete fatores como maior educação financeira e maior envolvimento com conteúdo online: jovens estão atentos ao impacto dos juros elevados e consideram o consórcio uma alternativa sem juros e adaptada ao planejamento de longo prazo.
Plataformas como TikTok e Instagram têm sido canais importantes para disseminar esse conhecimento de forma clara e acessível.
Ainda que o consórcio exija paciência — afinal, a contemplação nem sempre é imediata —, a previsibilidade das parcelas — ainda que reajustadas — oferece segurança orçamentária.
É uma estratégia que combina disciplina, visão de futuro e acesso a bens e serviços sem os custos elevados dos financiamentos tradicionais, especialmente em um cenário como o atual.
Se você busca uma alternativa eficiente, segura e planejada para realizar seus projetos, o consórcio é uma opção que faz cada vez mais sentido para perfis diversos — inclusive os jovens.
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