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A participação dos ativos dos consórcios no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil vem crescendo de forma consistente ao longo dos anos, mostrando sua relevância para a economia nacional.
Nos últimos dez anos, esse percentual mais que dobrou, passando de 2,9% em 2015 para 6,1% em 2024, segundo a assessoria econômica da ABAC. Em maio de 2025, o número de participantes ativos no sistema de consórcios alcançou 11,73 milhões, reflexo da confiança cada vez maior do brasileiro na modalidade como alternativa de planejamento financeiro, tanto para a realização de sonhos de consumo quanto para a formação e ampliação de patrimônio de forma segura e planejada.
Com R$ 719 bilhões em ativos administrados em 2024, os consórcios impactam diretamente a economia do país, movimentando diversos setores da cadeia produtiva de maneira contínua e significativa. Como forma de autofinanciamento, essa modalidade contribui para o aumento da produção de bens e serviços, refletindo-se diretamente na composição do PIB e no fortalecimento econômico geral.
Veja no quadro abaixo a evolução nos últimos 20 anos:

Em maio de 2025, o número de participantes ativos no sistema de consórcios alcançou 11,73 milhões. Com R$ 719 bilhões em ativos administrados em 2024, os consórcios impactam diretamente o PIB, movimentando diversos setores da cadeia produtiva e gerando emprego e renda em diferentes regiões do Brasil.
Como forma de autofinanciamento, eles contribuem para o aumento da produção de bens e serviços, refletindo-se na composição do Produto Interno Bruto e ajudando a manter a estabilidade e o crescimento econômico.
Em 2005, a participação dos ativos de consórcios no PIB era de 2,3%, equivalente a R$ 50 bilhões, sobre um PIB de R$ 2,17 trilhões. Já em 2024, o índice saltou para 6,1%, com R$ 719 bilhões em ativos, frente a um PIB de R$ 11,7 trilhões — crescimento de 165,2% na participação relativa ao longo de 20 anos, o que demonstra a importância cada vez maior do setor.
Esses ativos representam a soma dos valores a receber dos consorciados ativos e dos recursos disponíveis para aquisição de bens e serviços. Todo esse montante será transformado em produtos e serviços, alimentando a economia, agregando valor ao PIB e fortalecendo a cadeia produtiva em múltiplos segmentos.
Segundo Luiz Antonio Barbagallo, economista da ABAC, até que o bem ou serviço adquirido por meio do consórcio chegue ao consumidor final, há toda uma cadeia produtiva envolvida, com valor agregado em cada etapa, reforçando o impacto positivo no PIB.
Ele ressalta ainda que os R$ 11,7 trilhões do PIB de 2024 foram calculados a preços correntes, sem ajuste pela inflação. Isso não reduz a relevância dos ativos dos consórcios, já que eles também são corrigidos pelo valor atual dos bens, garantindo equivalência de base com o PIB e mantendo a consistência dos dados econômicos.
Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC, complementa afirmando que o Sistema de Consórcios tem impacto direto em toda a cadeia produtiva nacional. Ao facilitar o acesso a bens e serviços, estimula setores diversos — desde matéria-prima e mão de obra até tecnologia e inovação — promovendo crescimento econômico sustentável.
Do total de ativos administrados em dezembro de 2024, R$ 100,58 bilhões já estavam prontos para serem utilizados por consorciados contemplados ou próximos de contemplação. Os R$ 618,42 bilhões restantes correspondem aos valores a receber, reforçando o potencial de movimentação econômica e contribuição contínua para o PIB nos próximos anos.
O crescimento da participação dos consórcios no PIB brasileiro é resultado de planejamento, confiança e capacidade de gerar impactos positivos em múltiplos setores. Essa modalidade continuará sendo uma força significativa para o desenvolvimento econômico do país, beneficiando famílias, empresas e toda a sociedade de forma sustentável.
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